Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho (SL 4.7).
Regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome (SL 5.11).
Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores (SL 9.2).
Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança (Sl 17.15).
Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei (SL 40.8).
Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável. [...] Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário (SL 51.10, 12).
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente, a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam (SL 63.1-3).
Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre (SL 73.25, 26).
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Dez Motivos e Dez Métodos
por David Murray
Dez Motivos para a Meditação
Eis dez razões por que você deveria fazer da meditação na Escritura parte da sua vida cristã.
1. A meditação detém o pecado
Se guardarmos a Palavra de Deus no coração ela deterá o pecado na sua raiz (Sl 119.11).
2. A meditação dá início ao bem
A meditação acerca de mandamentos e exortações práticas da Bíblia lembra-nos os nossos deveres cristãos. Aquilo em que pensamos é o que finalmente fazemos (Pv 23.7).
3. A meditação guia e renova a oração
A meditação nos versículos da Escritura abre novos tópicos e áreas para a oração.
4. A meditação faz da falta de sono uma bênção
O salmista transformou a horas “perdidas” da insônia num banquete que sacia a alma (Sl 63.5-6).
5. A meditação não desperdiça tempo
É mais proveitosa do que, digamos, assistir tevê, e fará você mais feliz (Sl 1.1-3).
6. A meditação lhe deixa pronto para testemunhar
Ao enchermos o coração com Deus e sua Palavra estaremos mais bem preparados para responder a todos que pedirem a razão da esperança que há em nós (1Pe 3.15).
7. A meditação auxilia na sua comunhão com outros
Você pode edificar outras pessoas na comunhão com elas, podendo sugerir um versículo para discussão e apresentar algumas ideias a respeito dele.
8. A meditação aumenta a comunhão com Deus
Deus encontra-se com o seu povo mediante as Escrituras. Quem nunca medita na Escritura jamais se encontrará com Deus e caminhará com ele.
9. A meditação revive a vida espiritual
“Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (Rm 8.6).
10. A meditação tem ainda muitos precedentes e exemplos bíblicos (Sl 19.14; 39.3; 77.12)
“Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR” (Sl 104.34)
Dez Métodos de Meditação
1. Limite-se
— Para começar a praticar a meditação, separe não mais do que cinco ou dez minutos
— Comece com um único versículo ou parte de um versículo
2. Varie
— Em alguns dias, escolha um versículo teológico; em outros, um texto prático ou devocional
3. Escreva
— Escreva o texto num cartão pequeno
— Coloque-o num lugar onde possa acessá-lo regularmente (carteira ou bolso?)
4. Memorize
— Memorize o texto em blocos de duas ou três palavras
— Diga-o em voz alta
— Defina momentos específicos ao longo do dia para relembrar o versículo (café/refeições)
5. Mantenha o foco
— Identifique as palavras-chave e procure-as num dicionário (português ou Bíblia)
— Substitua algumas palavras por significados paralelos ou mesmo opostos
6. Questione
— Pergunte ao versículo (quem, o quê, onde, quando, por quê, como?)
7. Explique
— Como você explicaria o versículo a uma criança ou a alguém sem formação cristã
8. Ore
— Use o versículo ao orar (adoração, confissão, graças, súplicas)
9. Revise
— Guarde os cartões e todo domingo releia-os e teste sua memória acerca deles
10. Pratique
— Que não seja apenas um exercício intelectual, mas que leve à prática (creia, arrependa-se, tenha esperança, ame, etc.)
por David Murray
Dez Motivos para a Meditação
Eis dez razões por que você deveria fazer da meditação na Escritura parte da sua vida cristã.
1. A meditação detém o pecado
Se guardarmos a Palavra de Deus no coração ela deterá o pecado na sua raiz (Sl 119.11).
2. A meditação dá início ao bem
A meditação acerca de mandamentos e exortações práticas da Bíblia lembra-nos os nossos deveres cristãos. Aquilo em que pensamos é o que finalmente fazemos (Pv 23.7).
3. A meditação guia e renova a oração
A meditação nos versículos da Escritura abre novos tópicos e áreas para a oração.
4. A meditação faz da falta de sono uma bênção
O salmista transformou a horas “perdidas” da insônia num banquete que sacia a alma (Sl 63.5-6).
5. A meditação não desperdiça tempo
É mais proveitosa do que, digamos, assistir tevê, e fará você mais feliz (Sl 1.1-3).
6. A meditação lhe deixa pronto para testemunhar
Ao enchermos o coração com Deus e sua Palavra estaremos mais bem preparados para responder a todos que pedirem a razão da esperança que há em nós (1Pe 3.15).
7. A meditação auxilia na sua comunhão com outros
Você pode edificar outras pessoas na comunhão com elas, podendo sugerir um versículo para discussão e apresentar algumas ideias a respeito dele.
8. A meditação aumenta a comunhão com Deus
Deus encontra-se com o seu povo mediante as Escrituras. Quem nunca medita na Escritura jamais se encontrará com Deus e caminhará com ele.
9. A meditação revive a vida espiritual
“Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (Rm 8.6).
10. A meditação tem ainda muitos precedentes e exemplos bíblicos (Sl 19.14; 39.3; 77.12)
“Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR” (Sl 104.34)
Dez Métodos de Meditação
1. Limite-se
— Para começar a praticar a meditação, separe não mais do que cinco ou dez minutos
— Comece com um único versículo ou parte de um versículo
2. Varie
— Em alguns dias, escolha um versículo teológico; em outros, um texto prático ou devocional
3. Escreva
— Escreva o texto num cartão pequeno
— Coloque-o num lugar onde possa acessá-lo regularmente (carteira ou bolso?)
4. Memorize
— Memorize o texto em blocos de duas ou três palavras
— Diga-o em voz alta
— Defina momentos específicos ao longo do dia para relembrar o versículo (café/refeições)
5. Mantenha o foco
— Identifique as palavras-chave e procure-as num dicionário (português ou Bíblia)
— Substitua algumas palavras por significados paralelos ou mesmo opostos
6. Questione
— Pergunte ao versículo (quem, o quê, onde, quando, por quê, como?)
7. Explique
— Como você explicaria o versículo a uma criança ou a alguém sem formação cristã
8. Ore
— Use o versículo ao orar (adoração, confissão, graças, súplicas)
9. Revise
— Guarde os cartões e todo domingo releia-os e teste sua memória acerca deles
10. Pratique
— Que não seja apenas um exercício intelectual, mas que leve à prática (creia, arrependa-se, tenha esperança, ame, etc.)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

POR QUE CREIO NA BÍBLIA?
Referência: SALMO 119.105
A Bíblia é o livro dos livros. Inspirado por Deus, escrito pelos homens, concebido no céu, nascido na terra, odiado pelo inferno, pregado pela igreja, perseguido pelo mundo e crido pelos fiéis. A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido. Exemplo:
VAOLTAIRE = Combateu implacavelmente a Bíblia e o Cristianismo. Disse que acabaria sozinho com a Bíblia e com o Cristianismo. Morreu louco. Sua casa tornou-se logo numa sede de distribuição da Bíblia.
A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o fanal que orienta o nauta. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada. Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.
A Bíblia é a espada do Espírito - poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.
A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e cirurgia os abcessos do coração.
A Bíblia é fogo que consome os entulhos da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma. A Bíblia é martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração. A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros.
É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação!
Por que creio nesse livro?
I - POR CAUSA DA SUA UNIDADE NA DIVERSIDADE Ela foi escrita durante 1600 anos. De Moisés a João na ilha de Patmos. Ela foi escrita por cerca de 40 escritores. De lugares diferentes, de culturas diferentes, para destinatários diferentes. Ela foi escrita em idiomas diferentes Entretanto, em momento algum sua harmonia foi afetada. Há uma coesão, sintonia, uma concordância absoluta. Hoje a Bíblia é mais atual do que o jornal do dia.
II - POR CAUSA DO CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS Só no Velho Testamento há mais de 2000 profecias que já se cumpriram literalmente. A Bíblia escreve história antes dela acontecer. Os vaticinadores atuais são falhos e suas profecias são vagas - NOSTRADAMUS.
a) Profecias acerca de Tiro - capital da Fenícia = Ez 26.19-21; 26.4,5; 26.12-14
b) Profecias acerca da Babilônia = Is 13.19; Jr 51.58,62; Jr 50.13,39
c) Profecias acerca dos nossos dias =
CAOS MORAL = 2 bilhões de litros de cachaça/ano; 4 milhões de aborto/ano; 20 milhões de crianças abandonadas; AIDS; falência do casamento; crimes; injustiça
CAOS SOCIAL = a fome, a injustiça, pessoas catando lixo para comer; assaltos, seqüestras, estupros, violência rural e urbana.
CAOS ESPIRITUAL = Racionalismo - Idealismo - Materialismo - Evolucionismo - Existencialismo - Positivismo - Humanismo.
III - PELA TRANSFORMAÇÃO QUE ELA OPERA
A Inglaterra do século XVIII = Estava num caos. Davi Hume, John Locke e Voltaire era os homens lidos. Os país naufragava. A sabedoria humana sem Deus estava levando o país ao caos. - Wesley e Whitefield se levantaram com a Bíblia na unção do Espírito e o país foi salvo. Todas as nações que cresceram debaixo da bandeira da Bíblia = Todas as nações que foram colonizadas com o ensino da Bíblia são prósperas, ricas - e se hoje estão se degenerando é porque estão abandonando a Bíblia. A AIDS = no final do milênio estima-se que cada família terá um aidético. Hoje as autoridades dizem: a questão não é a INFORMAÇÃO, mas a TRANSFORMAÇÃO - (e transformação só com a Bíblia).
A Ilha de Fidji = Há alguns anos, um conde inglês visitou a Ilha de Fidji. Ele sabia que as condições morais ali tinham sido péssimas e admirou-se do que eram por ocasião da sua vida. Esse incrédulo, visitando um velho chefe da tribo, que parecia civilizado disse: “O senhor é um grande chefe. É pena que tenha sido ingênuo bastante para crer na Bíblia. Lá no meu país ninguém mais crê nesse velho livro nem ouve a história de Jesus cristo. O povo hoje está ilustrado e não crê nisso mais. Estou triste porque o senhor crê nessas bobagens.” Os olhos do velho chefe flamejaram e ele respondeu: “o senhor está vendo aquele forno? Ali é que nós queimávamos os corpos humanos para as nossas grandes festas. Se não fosse esse velho livro, a Bíblia e Jesus Cristo que nos transformou de selvagens em verdadeiros filhos de Deus, o senhor já teria sido morto e assado naquele forno. E nós já lhe teríamos comido a carne.”
Charles Darwin = depois de dar a volta ao mundo e voltar atrás na maioria dos seus postulados evolucionistas afirmou em Londres. “A diferença entre crer na Bíblia ou não é ser convidado para o jantar ou ser o jantar.” Eu creio na Bíblia porque através dela eu conheci o amor de Deus e recebi a Jesus como meu Salvador e Senhor.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A MÁGOA, O CÁRCERE DA ALMA
Nós sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias. As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas. Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e até igreja, algumas vezes, se tornam tensos. Feridas são abertas na alma e mágoas profundas se instalam no coração. Amizades são rompidas, casamentos são abalados, relacionamentos sólidos entram em colapso. Nesse processo, a comunicação é rompida, o silêncio gelado substitui as palavras de amor e a desconstrução da imagem do outro se torna uma verdadeira ação de desmonte.O resultado do adoecimento das relações humanas é a mágoa.
Esse sentimento de amargura se instala no solo do coração e lança suas raízes trazendo perturbação para a alma e contaminação para os que vivem ao redor. A mágoa é a ira congelada. A mágoa é o armazenamento do ressentimento. A mágoa é entulhar o coração com o rancor, é alimentar-se do absinto do ranço, é afogar-se no lodo do ódio, é viver prisioneiro na armadilha da vingança.A mágoa é uma prisão. Ela é o cárcere da alma, o calabouço das emoções, a masmorra escura onde seus prisioneiros são atormentados pelos verdugos da consciência. Quem se alimenta da mágoa não tem paz. Não tem liberdade. Não tem alegria. Não conhece o amor. Não tem comunhão com Deus. Não pode adorar a Deus, nem trazer sua oferta ao altar. Quem retém o perdão não pode orar a Deus nem receber dele o perdão.A mágoa é autodestrutiva. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa por alguém.
Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa. Quem vive nessa masmorra adoece emocional, física e espiritualmente. Há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar.
Na igreja de Corinto havia pessoas fracas, outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos adoecidos (1Co 11.3). Tiago ordena os crentes a confessarem seus pecados uns aos outros para serem curados (Tg 5.16). Há muitas pessoas vivendo cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa ser liberta dessa prisão existencial, desse cativeiro espiritual.O salmista Davi orou pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (Sl 142.7).
A chave que abre a porta dessa masmorra é o perdão. O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença. O perdão traz reconciliação onde a mágoa gerou afastamento. O perdão traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor. O perdão restitui aquilo que a mágoa saqueou. O perdão é a faxina da mente, a assepsia da alma, a limpeza dos porões do coração. Perdoar é zerar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida. Perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar é não retaliar. É pagar o mal com o bem. É abençoar aqueles que nos amaldiçoaram. É fazer o bem àqueles que nos fizeram o mal. Perdoar é ser um vencedor, pois é vencer o inimigo não com a espada, mas com o amor. Perdoar é sair do cárcere da alma, é ser livre, é viver uma vida maiúscula, superlativa e abundante. Perdoar é viver como Jesus viveu, pois ele não retribuiu o mal com o mal, antes por seus algozes intercedeu. Perdoar é ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.Chegou a hora de raiar a liberdade em sua vida.
A Palavra de Deus liberta: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8.32). Jesus Cristo liberta: "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.36). É hora de sair do cárcere que prende a sua alma com as grossas algemas da mágoa. É hora de experimentar a liberdade do perdão. É hora de tomar posse da vida abundante que Jesus lhe oferece!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Baalismo "evangélico"
Muitos cristãos hoje em dia possuem uma mentalidade "toma lá, dá cá" em seurelacionamento com Deus
Os cananeus, isto é, os moradores dos países vizinhos de Israel, tinham vários deuses. O principal era Baal. Era esse o deus do vento e do clima. De acordo com o baalismo, era Baal quem enviava orvalho, chuva e neve e, conseqüentemente, quem dava fertilidade para a terra. Os cananeus acreditavam que era por causa do deus Baal que, ano após ano, a vegetação retornava após a estiagem, as fêmeas dos animais tinham inúmeras crias e as mulheres davam muitos filhos e filhas para seus maridos.
Mas por que isso era tão importante para os cananeus? É preciso lembrar que aquelas pessoas dependiam basicamente da natureza. Não havia grandes cidades com suas fábricas, lojas e escritórios. Ou seja, os empregos não estavam nas cidades, mas na lavoura, e a imensa maioria das pessoas morava no campo, cultivando a terra e criando animais para sobreviver. Se houvesse muita seca, não teriam alimento para comer, trabalho para fazer, água para beber, nem mesmo animais para sacrificar ao seu deus. Além disso, sem comida, a saúde deles estaria comprometida. E, se não tivessem descendentes, quem iria cuidar deles na velhice? Então, o que fazer para conseguir a fertilidade em casa e no campo? Adorar Baal era, para eles, a chave para desfrutar de todas essas vantagens. Os baalistas acreditavam que, se agradassem Baal, ele seria um deus bom para eles.
Comparemos, agora, Baal com Javé, o Deus dos israelitas. Sem dúvida alguma Javé era (e continua sendo) um Deus bom. Segundo a Bíblia, é ele quem controla as estações do ano, o sol e a chuva, que faz com que a terra produza alimento. É o Deus que, no final das contas, nos faz felizes. Conforme disseram Barnabé e Paulo aos moradores de Listra, Deus é "bondoso, dando-nos chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-nos sustento com fartura e um coração cheio de alegria" (Atos 14.17). Até aqui Baal e Javé se parecem. Tanto um quanto outro cuidam dos seres humanos.
Todavia, existem duas diferenças principais. A primeira é que Baal era um deus de mentira. Só existia na imaginação dos seus seguidores. Javé, no entanto, é verdadeiro. Por isso os profetas de Baal pediram em vão a seu deus que mandasse fogo do céu, mas Javé, atendendo à oração de Elias, fez o que Baal não conseguiu fazer (1 Reis 18.21-39).
A segunda diferença é que, ao contrário de Baal, Javé está interessado não apenas no nosso bem-estar físico. Ele quer, acima de tudo, que estejamos firmes no nosso íntimo. E nada melhor do que uma boa provação para fortalecer os músculos da fé. Conforme nos ensina Pedro, Deus permite dificuldades e sofrimentos para que tenhamos certeza de que a nossa fé é verdadeira (1 Pedro 1.7). O que ele está dizendo é que sabemos que estamos em boas condições espirituais quando reagimos corretamente diante dos problemas da vida. É assim que Javé trabalha. Se de um lado ele oferece coisas boas para todos, até mesmo para aqueles que não o adoram (Mateus 5.45; Tiago 1.17), de outro ele também envia provações... para o bem daqueles que lhe pertencem!!! Como isso funciona? Bem, de acordo com Tiago, o irmão de Jesus, os problemas são um desafio para ficarmos firmes. Ele declara não apenas que "a prova da nossa fé produz perseverança", mas também que a perseverança conduz à maturidade e integridade (Tiago 1.3, 4).
No baalismo antigo as pessoas ofereciam dádivas a Baal na tentativa de conseguir seus favores e achavam que, se o agradassem, ele tinha a obrigação de abençoá-los. Era um toma lá, dá cá. Achavam que, sacrificando a Baal, receberiam fartura como recompensa. Hoje há muitos cristãos com essa mentalidade baalista. No baalismo “evangélico” de hoje em dia, as pessoas pensam que, se derem o dízimo, se não faltarem aos cultos da igreja, se participarem de todas as reuniões de oração, se fizerem isto e mais aquilo, então vão ter família sem problemas, bom emprego (de preferência com direito a promoção a cada ano), saúde de dar inveja, casa confortável, carro novo na garagem, dinheiro no banco, etc.
No entanto, o Deus da Bíblia nos promete felicidade, mas não necessariamente prosperidade. É o que se percebe nas palavras do profeta Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei em Javé e me alegrarei no Deus da minha salvação. Javé, o Soberano, é a minha força" (Habacuque 3.17-19a).
O baalista só quer saber de receber coisas boas. Não admite passar por sofrimento. O verdadeiro cristão raciocina como Jó, "Aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal?" (Jó 2.10). Quem segue a Jesus para valer reconhece que até mesmo as dificuldades da vida são bênçãos disfarçadas, são oportunidade de fortalecer nossa fé. E você, é adorador de Baal ou Javé?
MÁRCIO REDONDO.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
FOME DE DEUS
John Piper definiu jejum como fome de Deus.
Nossa maior necessidade não são das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos.
Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus colocou a eternidade em nosso coração.
Só o Deus eterno pode dar pleno significado à nossa vida e satisfazer a nossa alma.
Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a glória de Deus (1 Co 10:31).
O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o Deus doador.
Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu.
Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida.
E quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”
O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça.
Muitas vezes, o que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra (Lc 8:14; Mc 4:19).
“Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são necessariamente coisas más em si mesmas.
Não são vícios.
São dons de Deus.
Essas coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet, compras, exercícios, esportes, e casamento.
Todas essas coisas boas em si mesmas podem ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes estragos em nossa vida espiritual.
Bois, campos e casamento podem manter você fora do Reino dos céus (Lc 14:17-20).
Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.
Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício. Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam.
O jejum revela a medida do domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós, que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.
Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos, mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos.
Quanto mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus, mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo.
É tempo de jejuar! O jejum é o maná do céu para a nossa alma.
Através dele humilhamo-nos diante do trono do Deus vivo.
Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor.
Através dele somos fortalecidos com poder.
Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da nossa igreja.
Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces iguarias do céu!
Rev. Hernandes Dias Lopes
John Piper definiu jejum como fome de Deus.
Nossa maior necessidade não são das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos.
Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus colocou a eternidade em nosso coração.
Só o Deus eterno pode dar pleno significado à nossa vida e satisfazer a nossa alma.
Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a glória de Deus (1 Co 10:31).
O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o Deus doador.
Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu.
Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida.
E quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”
O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça.
Muitas vezes, o que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra (Lc 8:14; Mc 4:19).
“Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são necessariamente coisas más em si mesmas.
Não são vícios.
São dons de Deus.
Essas coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet, compras, exercícios, esportes, e casamento.
Todas essas coisas boas em si mesmas podem ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes estragos em nossa vida espiritual.
Bois, campos e casamento podem manter você fora do Reino dos céus (Lc 14:17-20).
Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.
Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício. Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam.
O jejum revela a medida do domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós, que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.
Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos, mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos.
Quanto mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus, mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo.
É tempo de jejuar! O jejum é o maná do céu para a nossa alma.
Através dele humilhamo-nos diante do trono do Deus vivo.
Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor.
Através dele somos fortalecidos com poder.
Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da nossa igreja.
Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces iguarias do céu!
Rev. Hernandes Dias Lopes
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